Economia
Vita Sucos impedida de gerar empregos PDF Imprimir E-mail
Escrito por Bira Mariano   
Ter, 06 de Julho de 2010 01:05


Vereadores considerados de oposição ao prefeito Paulo Eduardo de Barros, o Dr. Paulinho (PV), impediram a doação de um terreno - em um dos distritos industriais guaçuanos - destinado à empresa Vita Sucos.

A doação teria que ser aprovada pela Câmara, o que não acabou acontecendo, mas foi rejeitada devido a um lobby contrário no último dia 28 de junho.

É o que informa matéria publicada no jornal Correio do Povo deste sábado, 3 de julho.

A reportagem explica que a Vita Suco requereu à prefeitura uma área para investir em uma nova planta industrial destinada à fabricação de refrescos artificiais.

Em contrapartida, iria gerar cerca de 70 novos empregos.

Foi o que informou à reportagem o vereador Elias Fernandes de Carvalho (PPS), um dos principais críticos da atitude dos colegas oposicionistas.

Segundo Fernandes, a doação do terreno iria acontecer com base em uma lei municipal que retira lotes já doados das empresas que não investiram em um prazo entre 2 a 5 anos.

"O terreno que iria ser doado estava parado, sem quaisquer perspectivas de ser utilizado", observou o vereador do PPS.

O mesmo foi confirmado pelo líder do prefeito, o vereador Celso Luiz (PV), que lastimou a decisão da Casa.

"O pior é que a empresa favorecida não foi a Vita Sucos, mas aquela que até hoje não fez questão de investir. Foi uma decisão mais do que equivocada dos opositores que não desejam ver o desenvolvimento de Mogi Guaçu", afirmou.

Indignado também ficou o vereador Wanderlei Brunheroto, do PSB.

Irmão do empresário João Henrique, dono da Vita Sucos, Brunheroto optou por se abster da votação da doação do terreno "por razões éticas". Mas demonstrou toda a sua contrariedade com os parlamentares oposicionistas.

"Gostaria de saber quantos empregos a outra empresa vai gerar aos guaçuanos", perguntou em aparte feito no discurso de Elias.

 
Leia a reportagem completa no jornal Correio do Povo.

Última atualização em Qua, 07 de Julho de 2010 01:13
 
Reajuste dos servidores ficou para maio PDF Imprimir E-mail
Escrito por Bira Mariano   
Dom, 25 de Abril de 2010 11:33

A definição do reajuste dos servidores municipais deve ser anunciada somente em maio, segundo informou o prefeito Paulo Eduardo de Barros, o Dr. Paulinho (PV - foto).

O anúncio estava previsto para o último dia 23, após reunião entre uma comissão do Sindiçu (Sindicato dos Servidores) com o secretário Márcio Donizete Lopes Peres (Administração), que não aconteceu.

O próprio Márcio deu como provável data do reajuste a próxima quarta-feira, 28. Contudo, o anúncio poderá ser feito até 17 de maio.

A expectativa é que seja concedido pelo menos um percentual de reajuste (o índice não foi mencionado). O Sindiçu reivindica 10%, mas conforme apurou o Correio do Povo, a reposição da inflação do período já seria comemorada.

As negociações estariam emperradas em questões legais estabelecidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

De acordo com Márcio, isto significa que para conceder o reajuste, a prefeitura estaria esbarrando no limite imposto pela LRF para custeio com a folha de pagamento, cujo teto é 54% da receita corrente líquida.

A prefeitura estaria no limite do chamado índice prudencial da Lei, que é de 51,3%.

O secretário de Administração garante que dinheiro a prefeitura tem para dar o reajuste. Porém, estuda parâmetros legais para anunciar um índice.

Duas medidas poderiam ser adotadas para possibilitar o percentual: aumentar a receita ou cortar despesas.

"Mas esta última hipótese não tem nada a ver com as nomeações, como querem iludir alguns", observa Márcio. Ele explicou que, atualmente, 50% dos nomeados pertencem ao quadro dos funcionários de carreira. "Portanto, o custeio com os funcionários nomeados não impactam fortemente nas despesas da prefeitura", advertiu.

Márcio admitiu, contudo, que o objetivo é aumentar a receita para diminuir o limite prudencial da LRF aos patamares do ano passado, quando a prefeitura concedeu 10% de reajuste salarial aos seus mais de 4,5 mil servidores.

"Em 2009, o limite de prudência da LRF estava em 50%. Isto quer dizer que não estamos longe da meta de um índice satisfatório tanto para a prefeitura quanto para os servidores", garante o secretário.

PREVISÃO RECEITAS


Para tanto, Márcio Lopes Peres informou que um estudo sobre a previsão de receitas para os próximos 12 meses está em andamento. É este estudo que vai esclarecer o quanto a prefeitura poderá conceder de reajuste.

Por mais incongruente que seja, a análise leva em consideração duas variáveis: a receita arrecadada do mês atual, e a arrecadação dos últimos 11 meses.

Os dados são cruzados e com o resultado se terá uma perspectiva de receitas para período anual subseqüente. "A partir deste estudo é que vamos ter um raio-x completo para anunciar o reajuste dos servidores".


REIVINDICAÇÕES

O presidente do Sindiçu, Carlos da Silva, o Tioia, assegurou que, por enquanto, o prefeito Paulo Eduardo de Barros vem atendendo às reivindicações sugeridas pelo Sindicato. E citou a aprovação (pela Câmara) da renovação do abono de R$ 50 por mais um ano.

"A pauta de reivindicação prevê a incorporação de mais R$ 50 aos salários dos trabalhadores e do reajuste de 10%, sendo 5% de aumento real", disse.

No entanto, o próprio Tioia não crê na viabilidade de um reajuste nas bases propostas pelo Sindiçu.

"Mas a demora faz surgir uma ansiedade na categoria, cujo risco é mais político para a prefeitura que propriamente econômico para os servidores", garante.

Mesmo com a indefinição, o dirigente sindical refutou que manifestações ou até mesmo paralisações estejam programadas. "Somos do consenso e do diálogo. Vamos encontrar uma solução viável, e mesmo que demore um pouco além do normal o reajuste, o pagamento poderá ser feito em folha complementar", ponderou.


POLÍTICA SALARIAL


Na avaliação de Tioia, a política salarial do prefeito Paulo Eduardo de Barros é a melhor dos últimos 20 anos, pois segundo o sindicalista, o reajuste de 2010 não poderá se transformar em uma massa de manobra política da oposição, tampouco tirar o mérito de Dr. Paulinho do que já fora concedido no ano passado.

"Em 2009, tivemos 10% de reajuste, R$ 30 de incorporação nos salários, mais abono de R$ 50. Além disso, os servidores têm uma excelente cesta básica e plano de saúde", confirmou ele, concluindo que "se houver ao menos a reposição de inflação, ainda assim estamos no lucro", finalizou.

 

 

Última atualização em Dom, 02 de Maio de 2010 16:37
 
Taxa do Lixo: Secretário refuta declarações de Salvador Franceli PDF Imprimir E-mail
Escrito por Bira Mariano   
Seg, 29 de Março de 2010 14:15

O secretário de Fazenda, Ivan Carlos Pinheiro (foto) classificou de inverossímeis as declarações do vereador Salvador Franceli Neto (PSL) de que a taxa de limpeza a ser cobrada em 2011 poderá ser de R$ 30,00 por metro linear (de testada) dos imóveis.

O valor foi divulgado pelo parlamentar do PSL no jornalístico Redação 99, veiculado na manhã desta segunda-feira, 29, pela rádio Nova Onda FM.

Segundo Ivan Pinheiro, a afirmação do vereador é um verdadeiro equívoco e quase uma bravata, “que só serve para deturpar os cálculos reais que incidem na composição da taxa”, observou, sem deixar de mencionar que o vereador deduz algo que não conhece plenamente por “só querer holofote”.

Conforme Pinheiro, o valor do metro linear cobrado este ano pela prefeitura (que servirá de base para o cálculo do ano que vem) é de R$ 8,57 - menor até que o cobrado em 2009, que foi de R$ 9,31.

O valor é o resultado da apuração do custo total dos serviços de limpeza dividido pela metragem linear das via públicas.

Nele incide o coeficiente padrão 25, previsto no Código Tributário Municipal (CTM), usado como divisor no cálculo da taxa, que é embutida no carnê do IPTU, e, portanto, passível de parcelamento.

Ainda pelo CTM, por exemplo, o valor cobrado dos lotes urbanizados populares (10m X 20m) tem por base a menor metragem do imóvel.

Isto significa que o cálculo é baseado nos 200 metros totais de terreno, que serão divididos por 25 (o coeficiente padrão) e que resulta numa metragem linear de 8 - a ser multiplicado por R$ 8,57 (menor metragem)  para se chegar ao valor de R$ 68,56 (de testada).

O valor poderá ser parcelado em até 12 meses (o número total de parcelas do IPTU), sendo que a parcela mínima é de R$ 20,20, segundo apurou a reportagem junto à Divisão de Cadastro da Prefeitura.

CONTRATO FOXX

O cálculo da taxa de 2011 poderá ter como uma de suas componentes o contrato da empresa Foxx com a prefeitura, que é R$ 4,4 milhões por quatro meses de serviço, e previstos em licitação.

O contrato poderá ser prorrogado por mais quatro meses, totalizando R$ 8,8 milhões – que é praticamente o mesmo valor (R$ 8 milhões, segundo a Divisão de Cadastro) gasto pela prefeitura em 2009, e que serviu de referência para o valor do metro linear da taxa de limpeza deste ano.

O secretário de Fazenda também refutou os rumores de que a prefeitura queira usar a taxa de limpeza para cobrir gargalos no orçamento do Executivo por causa do IPTU baixo.

“Se tivermos reajuste na taxa de limpeza, será dentro de um parâmetro razoável e considerando a nossa realidade”, lembrou Pinheiro.

Última atualização em Qua, 14 de Abril de 2010 22:45
 
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