ANÁLISE: Dra Sandra pode repetir fenômeno Dilma PDF Imprimir E-mail
Escrito por Bira Mariano   
Sáb, 24 de Julho de 2010 05:01


Guardando as devidas proporções, a primeira-dama de Mogi Guaçu, Dra. Sandra Barros, poderá repetir em Mogi Guaçu o fenômeno Dilma Rouseff.

E digo porque.

Os últimos números da pesquisa Datafolha, publicados nesta sábado, 24, pela Folha de São Paulo,  mostram que Dilma está consolidada como presidenciável. E que passou rapidamente de desconhecida a candidata competitiva, conforme análise do jornalista Fernando Canzian.

Há uma semelhança ou intersecção entre as candidaturas da presidenciável petista, quanto da médica ginecologista que postula se eleger deputada estadual pelo PV.

Dilma, quando começou ser divulgado seu nome como possibilidade eleitoral, era considerada uma incógnita. Foi crescendo nas pesquisas e tirou uma diferença entre ela e o tucano José Serra que parecia intransponível.

Foi  chamada de tudo (os piores adjetivos, é claro).

Aposta medíocre. Guerrilheira desalmada. Poste. Boneca. Quase anencéfala.

Mas soube capitalizar para si uma medida que parece agora pender para o seu lado.

Quem analisar minuciosamente o último Datafolha perceberá que a eleição está, sim, para Dilma, e que o instituto agora passa pela desconfiança popular porque teima em não ressoar  o que se percebe nas ruas: que a petista cresce de fato.

Na mesma proporção, Serra, o ex-governador paulista, obteve o maior índice de rejeição entre os candidatos, apesar de todo apelo midiático da grande imprensa. Mesmo assim, o tucano não sai do patamar dos 30%. É pouco para quem se diz grande gestor, coisa que não é e nunca será.

Explicito o contexto acima para traçar um paralelo subjetivo entre as candidatas (sempre guardando as proporções devidas)

Talvez o fenômeno Dilma não encontre paralelo literal com a candidatura de Dra. Sandra. Talvez.

Mas não se pode descartar que a primeira-dama mantém agora uma candidatura conhecida e possivelmente competitiva, a ponto de uma liderança partidária guaçuana dizer para este jornalista que eleição é o momento. “E momento se faz com campanha na rua”, esclareceu. “Com a campanha nas ruas, a coisa muda de figura”, avalia.

Assim, importa não descartar que as incógnitas podem virar certezas.

O exemplo está em Dilma.

E olha que Lula ainda nem apareceu fazendo campanha com tanto afinco.

Última atualização em Qua, 28 de Julho de 2010 13:54