PROGUAÇU: sindicância deve apurar contas de 2001 a 2008 PDF Imprimir E-mail
Escrito por Bira Mariano   
Sáb, 24 de Julho de 2010 02:39


Uma sindicância deverá ser aberta na Proguaçu (Empresa Municipal de Desenvolvimento e Habitação) para apurar os  supostos prejuízos financeiros deixados pela gestão compreendida entre os anos de 2001 e 2008.

Contudo, a apuração poderá se concentrar entre os anos de 2005 a 2008, quando foi presidente da empresa o ex-vereador e ex-presidente da Câmara, Admir Falsetti, o Bibi.

É o que informou, com exclusividade ao jornal Correio do Povo, o presidente da autarquia, Ademar Balduíno de Carvalho, o Tigrão, que explicou ainda que a apuração deverá acontecer por sugestão do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).

De acordo com documentos do TCE, os quais a reportagem teve acesso, somente no ano de 2008, conforme consta no processo 2463/026/2008; de cada R$ 1,00 de dívida, a Proguaçu dispunha em caixa apenas R$ 0,17 para saldá-la. A inadimplência era alta e constante, atingindo patamares superiores a 70%.

Além disso,  naquele ano, o balanço contábil revelava um débito de R$ 452.830,28 – e uma descapitalização de patrimônio de mais de R$ 1,2 milhão.

Mas poderia ser pior, já que depois de atingir quase R$ 5 milhões de prejuízos acumulados, o ‘vermelho’ foi atenuado com supostos repasses de bens imóveis cedidos pela prefeitura.

Por causa disso, o relator do processo declarou que os índices de liquidez e de endividamento demonstravam que a empresa não estava em condições de fazer frente a seus objetivos correntes, deixando de apresentar situação patrimonial e expectativa de lucros que poderiam garantir a sobrevivência dela no futuro.

O ex-presidente da  autarquia, Bibi, foi procurado pela reportagem para que desse a sua versão sobre os fatos.

Ele disse  que o  prejuízo da Proguaçu é o lucro social. “A gente tinha um entendimento diferente da fria análise do Tribunal de Contas, com claro favorecimento para a população de baixa renda aqui de Mogi Guaçu", ponderou.

Bibi ainda argumentou que está com a consciência tranquila, pois na sua opinião, o prejuízo não configurava dívida na sua acepção propriamente dita. Além disso, ele concluiu que os valores citados na matéria não foram feitos em sua gestão. "O prejuízo sempre existiu", acredita.

Leia a matéria completa na edição deste sábado, 24, do jornal Correio do Povo, que é distribuído em mais de 110 pontos de Mogi Guaçu e Mogi Mirim, além de 18 bancas guaçuanas.

Última atualização em Seg, 02 de Agosto de 2010 11:59