Suposto dono da Famoesp é preso suspeito de fraudar concursos PDF Imprimir E-mail
Escrito por Bira Mariano   
Qua, 16 de Junho de 2010 21:47


O suposto dono da Famoesp (Faculdade Mogiana do Estado de São Paulo), Antonio di Luca, foi preso pela Polícia Federal suspeito de fazer parte de uma quadrilha que fraudava concursos públicos e de intermediar a venda de diplomas ou certificados de cursos de graduação de várias instituições universitárias do país.

A quandrilha, segundo a Polícia Federal, agia em pelo menos 3 estados, com ramificações nas cidades do Rio de Janeiro, Brasília (DF), São Paulo (capital), Campinas e Mogi Guaçu.

Além do empresário, foi também presa a professora Mirtes Ferreira dos Santos, que lecionou, segundo informações obtidas pela reportagem, na rede municipal de ensino e em colégios particulares guaçuanos.

A quadrilha, conforme a PF, vinha agindo há cerca de 16 anos. Teria tentado fraudar concursos públicos cobiçados como os de fiscal da Receita Federal, agente da PF e dos exames da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Cerca de 12 mandatos de prisão foram expedidos, conforme informou o Departamento de Comunicação da PF. Também foram expedidos 34 mandados de busca e apreensão.

Em Mogi Guaçu, no suposto apartamento pertencente ao suspeito, agentes federais encontraram aproximadamente US$ 35 mil; outros R$ 5 mil em notas de R$ 50 e inúmeros gabaritos de concursos. Juntamente com material, também foi apreendido o CPU de um computador pessoal.

Segundo a PF, a quadrilha teria vendido gabaritos de provas de processos seletivos por até R$ 50 mil. Não foi informado se houve favorecimentos a guaçuanos nos recentes certames da Receita Federal e da própria PF.

Mas de acordo com apurações feitas pela reportagem, há suspeita de que a professora envolvida no caso tenha parentes trabalhando na agência da Receita em Mogi Guaçu .

O próprio empresário preso pela PF seria um fiscal aposentado ou licenciado do órgão, o que também não foi confirmado - por enquanto. No entanto, o suposto dono da faculdade teria um filho agente da Polícia Federal, cujo nome não foi mencionado pelos agentes da Operação Tormenta.


A FACULDADE


A Famoesp foi aberta há cerca de dois anos em Mogi Guaçu. Atualmente, oferece o curso de Educação Física em nível de graduação. Além deste, oferece ainda curso de Ergonomia, Qualidade de Vida e Saúde do Trabalhador na área de pós-graduação.

A instituição pleiteava junto ao MEC (Ministério da Educação) a licença para os cursos de medicina, psicologia e direito, sendo que este último, segundo apurou o Correio do Povo, já teria obtido o aval do MEC.

O provável coordenador do curso seria o presidente da subseção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Mogi Guaçu, Cláudio Henrique Bueno Martini, o Cal Martini, que teria até ido a Brasília obter a liberação da grade curricular.

Contudo, segundo a Polícia Federal, Cal nunca esteve envolvido ou foi considerado suspeito de envolvimento com a quadrilha desmantelada.

Última atualização em Qua, 16 de Junho de 2010 21:58