Deu no Correio do Povo: Ivens pode ser interpelado PDF Imprimir E-mail
Escrito por Bira Mariano   
Sáb, 20 de Fevereiro de 2010 15:03


A ex-presidente do PSDB, Maria Otília Papa (foto), afirmou que é provável que interpele judicialmente o vereador Ivens Chiarelli (PMDB) para que ele prove de fato as afirmações que a tucana supostamente esteja se "aproveitando do poder".

O anúncio de que vai ingressar na Justiça contra o peemedebista foi feito nesta sexta-feira, 18, um dia depois de Ivens - mais uma vez - lançar dúvidas sobre a reputação dela na vida pública da cidade.

"Realmente, tenho que admitir que fiz 30 anos de vida pública, mas sempre pautada com muita coerência e dignidade. Tenho orgulho de ter participado de várias administrações. Feliz é aquele que tem histórias para contar, baseadas pelo trabalho", observou ao Correio do Povo.

Na avaliação da tucana, que disse que vai encerrar as discussões com Ivens pela imprensa, o vereador do PMDB não tem propostas para apresentar, e por isso só procura holofotes porque está isolado politicamente.

"O Ivens é assim mesmo: em vez de procurar discutir em âmbito superior, num nível de proposituras, fica a berrar da tribuna, onde acha que tem imunidade", afirmou, se deixar de ponderar: "mas a imunidade ele só tem quando defende interesses da cidade; e não para acusar sem provas e denegrir as pessoas".

ENTREVISTA

No discurso, o vereador citou entrevista de Otília concedida ao Correio do Povo no último dia 13 (edição 29). Chiarelli focalizou especialmente o trecho em que a dirigente tucana aborda as oposições ao prefeito Paulo Eduardo de Barros, o Dr. Paulinho (PV). Segundo Otília, a oposição a que Ivens faria parte seria ôca de conteúdo, pautada no denuncismo vazio e no ressentimento.

Aos gritos, o vereador ainda aventou que Otília se aproveita do poder há mais de três décadas, e citou texto assinado por ela e publicado no jornal Gazeta Guaçuana. No artigo, a tucana critica a criação de cargos na administração municipal, o que supostamente a contradiz, já que foi nomeada assessora de secretaria da atual administração municipal.

Otília recebe salários de R$ 2,5 mil, bem abaixo dos salários de secretários, além de uma gratificação de 15%. "Mas eu trabalho arduamente e ganho por merecimento. Aliás, o valor é menor do que ganhava anteriormente, de onde me desliguei porque quero ajudar minha cidade", disse.

Otília também refutou que tenha se aproveitado do poder ou das administrações em que atuou, como dissera Ivens. "Desde 1970 que eu trabalho na vida pública guaçuana e nunca enriqueci com isso. Com certeza eu sou alvo de críticas, mas onde atuei foi para trabalhar, e não se aproveitar", confirmou.

Ainda segundo a tucana, quem se aproveitou do poder público foi o próprio Ivens, e não ela. "Ele se elegeu desta forma. Basta ver como era sua forma de atuação em diversas áreas quando esteve se aproveitando do poder nos oito anos da gestão passada", explanou.

Otília fez questão de confirmar que permanece contra a medida que criou cargo de três assessores para cada vereador, e que este posicionamento não infere na sua nomeação por Paulinho Barros. "Continuo pensando da mesma forma", disse, confirmando que Ivens saiu do PSDB porque o partido foi contra a criação dos cargos. "Víamos que não seria ético, e o Ivens então decidiu sair do PSDB", finalizou a tucana.


Matéria originalmente publicada no jornal Correio do Povo, edição de 20 de fevereiro, distribuída em Mogi Guaçu e Mogi Mirim.

 

Última atualização em Seg, 01 de Março de 2010 15:42