Candidatura de Marçal no limite do inviável PDF Imprimir E-mail
Escrito por Bira Mariano   
Seg, 08 de Fevereiro de 2010 16:44


Faltando poucos meses para a homologação das candidaturas aos cargos eletivos, em especial de deputados estadual e federal, a do vice-prefeito Marçal Georges Damião (DEM) continua no limite do inviável.

Dois fatores contribuem para que a candidatura dele não ganhe fôlego: o rompimento com a administração municipal (Marçal está praticamente isolado no quarto andar do Paço Municipal) e a dificuldade em conseguir legenda entre os Democratas guaçuanos, já que o presidente da executiva provisária é o secretário de Negócios Jurídicos, João Reis, que claramente não apoiará o vice-prefeito em outubro de 2010.

Por causa disso, Marçal tenta costurar uma engenharia eleitoral que permita colocar a candidatura na rua a tempo de ao menos atrapalhar a da primeira-dama Sandra Benites Barros, que deverá concorrer a deputada estadual pelo PV, com o apoio do staff do Executivo.

Segundo apurou o Jornalistico, Sandra já contaria com o apoio de caciques do próprio DEM, como o deputado federal Guilherme Campos, com quem poderia formar dobradas em várias cidades. Até o PSDB deverá colaborar para encorpar a candidatura da primeira-dama.

Não foi à toa que as principais lideranças municipais tucanas, Maria Otília Papa e Marcos César de Almeida, passaram a integrar o governo municipal com as bençãos do presidente da Assembléia Legislativa, o deputado Barros Munhoz, que se deixou fotografar ao lado do prefeito Paulo Eduardo de Barros (PV), que foi elogiado pelo parlamentar pela sua capacidade de aglutinação multipartidária.

Devido ao contexto nada propício, e impedido de sair do DEM para migrar ao PDT - já que teria ameaçado o próprio mandato - Marçal busca viabilizar sua candidatura nos diretórios federal e estudal democratas.

Entretanto, a situação não está nada fácil. Em Brasilia, na última semana, o vice-prefeito guaçuano não conseguiu audiência com as lideranças do partido, pois todas estariam "ausentes", além do que Marçal esteve na capital da Republica por conta de um ato sindical.

Agora, resta a Marçal recorrer ao diretório estadual do DEM, que, no entanto, mantém uma sintonia eletiva considerável com a executiva local - o que pode adiar por tempo indefinido a candidatura dele a deputado.

 

Última atualização em Qua, 17 de Fevereiro de 2010 08:32