O vereador Zé Roberto do Cartório não seguiu orientação da execuiva do seu partido, o PMDB, e contribuiu para a aprovação do projeto de lei da prefeitura que readequa os valores da hora-aula da Faculdade Municipal Professores Franco Montoro (FMPFM) àqueles pagos pelas faculdades da região.
O projeto foi votado em sessão extraordinária realizada no último dia 23.
Com isso, a administração Paulinho Barros (PV) deve economizar mais de R$ 2 milhões em 2010 com salários de professores - alguns recebendo mais de R$ 13 mil, segundo a diretoria da instituição universitária.
O apoio de Zé Roberto foi decisivo para que a matéria fosse aprovada, já que a mesma necessitava de pelo menos 6 dos 11 votos válidos, ou seja, maioria ampla do plenário. O voto do peemedebista, porém, foi considerado inusitado, pois na primeira votação, há uma semana, acompanhou a oposição e rejeitou a propositura.
Desta vez, o parlamentar compôs com a situação, que agiu em bloco desde 17 de dezembro, quando partiu para o ataque para evitar que a gestão de Barros fosse minada com este desfalque em suas contas.
Além de Zé Roberto, votaram a favor do projeto da prefeitura - e contra os supersalários - os vereadores Celso Luiz (PV), Luciano Firmino Vieira (DEM), Ronaldo Aparecido Scalco (PSDC), Wanderley Brunheroto (PSB) e Elias Fernandes de Carvalho (PPS).