Termina greve na Mahle PDF Imprimir E-mail
Escrito por Fernando Parizi   
Qui, 19 de Novembro de 2009 19:24

Em assembléia realizada na porta da fábrica na tarde de hoje, foi encerrada a greve dos funcionários da Mahle, deflagrada na manhã de ontem, quando entrariam em serviço no primeiro turno do dia, às 6h.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Mogi Guaçu, a paralisação foi de 100%, contando com os cerca de 800 operários que deixaram de entrar em serviço no último turno de ontem, que se iniciaria às 22h. A Mahle tem 4,8 mil empregados em Mogi Guaçu, uma das sete unidades da multinacional alemã no Brasil.

A categoria reivindicava principalmente reposição salarial e aumento real que corresponderiam a 10% de reajuste, mais R$ 1 mil de abono "emergencial" pago em dinheiro numa única vez, além da reinstituição de plano de carreira que elevaria ao teto de R$ 1,6 mil o salário de cerca de 800 metalúrgicos da empresa. Queriam também piso de R$ 1,2 mil reais, contra os R$ 920 atuais.

A Mahle teria oferecido repor perdas inflacionárias (4,18% segundo o sindicato) mas não o aumento real (2,26%, ídem), abono de R$ 850, sendo parte em dinheiro e parte em vale-compras de supermercado, e piso de R$ 1,1 mil para 380 funcionários com tempo de serviço superior a dois anos e que recebem atualmente R$ 965 por mês.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Mogi Guaçu realizou duas assembléias na porta da empresa, uma antes da entrada do turno das 6h e outras na do turno das 14h, quando decretou o fim da greve. Mais ao final da tarde e novamente por volta das 19h, a reportagem do Jornalístico esteve na sede do sindicato para falar com o presidente da entidade, Marçal Georges Damião, atual vice-prefeito de Mogi Guaçu pelo DEM (partido Democratas), ou com o diretor-tesoureiro Sebastião Lino de Almeida, presidente do PDT em Mogi Guaçu, mas, de acordo com informações da recepção, eles ainda continuavam reunidos com a diretoria da Mahle e seus telefones celulares estavam desligados. A alguns telefonemas que atendiam, porém, as recepcionistas comunicavam, sem entrar em detalhes, que a greve tinha acabado no início da tarde. 

No entanto, de acordo com o que apurou o repórter Felipe Forti Tonon, em reportagem no site do Jornal Cidade de Mogi Guaçu (JC), uma funcionária não identificada da empresa confirmou o fim da paralisação e outros funcionários disseram ao jornal que teria sido acertado um reajuste de 6,56% mais aumento real de 2,38%, além de percentual à título de reposição de perdas salariais, bônus de R$ 850 e elevação do piso salarial de R$ 920 para R$ 1,1 mil.

Última atualização em Qui, 19 de Novembro de 2009 20:01