NotÃcias
| Mahle entra no segundo dia de greve em Mogi Guaçu |
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| Escrito por Fernando Parizi |
| Qua, 18 de Novembro de 2009 23:53 |
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Ao final da assembléia, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Mogi Guaçu, Marçal Georges Damião, atual vice-prefeito da cidade pelo partido Democratas (DEM), confirmou para às 5h de hoje uma nova assembléia na porta da fábrica para assegurar a estabilidade do movimento. Durante a manifestação não houve incidentes. Seguranças da empresa recusaram-se a fechar os portões e descer a cancela da entrada principal, mas chegaram a um acordo com sindicalistas e grevistas e aceitaram que eles se posicionassem bloqueando a passagem com uma faixa com os dizeres "ESTAMOS EM GREVE".
Quando os onibus chegaram, não tiveram outra alternativa que não estacionar nas vagas demarcadas para eles em parte do estacionamento para clientes e visitantes, já que um pequeno grupo posicionou-se com a faixa impedindo que entrassem na fábrica. A outra portaria, da antiga MMG (Metalúrgica Mogi Guaçu), também recebeu reforço para impedir que funcionários das 22h "furassem" a greve. Durante a manifestação e logo ao final, Marçal e o diretor-tesoureiro do sindicato, Sebastião Lino de Almeida, Tião Lino, pediram que metalúrgicos em greve, especialmente os que saÃam de moto fazendo "buzinaço", fossem à entrada do clube de campo da Mahle, aos fundos da fábrica, pela estrada que liga Mogi Guaçu a Estiva Gerbi, para "convencer" a aderirem à paralisação colegas que estariam entrando em serviço por ali. A unidade de Mogi Guaçu emprega 4,8 mil funcionários e uma das sete que o Grupo Mahle no Brasil. Segundo Marçal Georges Damião, a adesão à greve é de 100% e pela primeira vez até funcionários da área de administração aderiram à paralisação, ao contrário de 1994, quando a participação da categoria na greve daquele ano não foi tão expressiva. Marçal disse que o sindicato reinvica 4,18% de reposição de perdas salariais e aumento real de 2,26%, além de abono "emergencial" de R$ 1 mil a ser pago de uma vez e em dinheiro. Segundo ele, a questão da cesta natalina, que gerou descontentamento porque a empresa teria suprimido Ãtens como frios e outros, está praticamente resolvida. Também quanto à PLR (Participação nos Lucros e Resultados) já houve acordo. A empresa pagou R$ 1,5 mil em 7 de julho e pagará mais R$ 420 em janeiro. De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, a Mahle foi comunicada na sexta-feira que a categoria poderia entrar em greve e sua contraproposta de repor a inflação, pagar o abono "emergencial" de R$ 850, parte em dinheiro, parte em vale-compra de supermercado, não conceder aumento real e não retomar a discussão sobre o plano de carreira dos funcionários foi o motivo da deflagração da greve. Segundo Marçal, o plano de carreira garantia um adicional que elevava o salário de cerca de 800 operários da Mahle ao teto de R$ 1,6 mil por mês até dois anos atrás. Desde então, deixou de ser cumprido e os beneficiários tiveram seus ganhos defasados. A questão do plano de carreira, afirmou, é o maior entrave para que sindicato e empresa cheguem a um acordo que ponha fim à greve, embora também não tenham chegado a um entendimento quanto ao piso salarial. A categoria reivindica piso de R$ 1,2 mil, contra os R$ 920 atuais. A empresa teria proposto aumentar para R$ 1,1 mil salário de 380 empregados com tempo de serviço superior a dois anos e que hoje recebem R$ 965 por mês. A reposição de perdas inflacionárias mais o aumento real pleiteado pelo sindicato, segundo Tião Lino, representaria em torno de 10% de reajuste salarial para a categoria.  |
| Última atualização em Sex, 20 de Novembro de 2009 02:40 |




Em assembléia realizada em frente da portaria principal da Mahle na noite desta quarta-feira, funcionários que chegavam para o turno das 22h também aderiram à greve deflagrada às 6h. Em consequência, a unidade guaçuana da multinacional alemã está entrando hoje no segundo dia de paralisação.
Segundo o sindicato, deixar a passagem livre era uma tática da empresa para que cerca de 17 onibus fretados para transportar os operários entrassem direto na fábrica sem necessidade de estacionar do lado de fora e assim os funcionários que traziam poderiam entrar em serviço sem ser barrados pelos grevistas.